DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D EM ESCOLARES: DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO

SILVIA ZAMBONIN LIMA, LUCIA GOMES RODRIGUES

Apresentador(es): SILVIA ZAMBONIN LIMA

Orientador(es): LUCIA GOMES RODRIGUES


Área temática: NUTRIÇÃO

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

A vitamina D é essencial para a manutenção da saúde óssea e imunológica, especialmente na infância pela regulação do metabolismo do cálcio. Estudos têm observado níveis séricos alterados dessa vitamina em escolares e essa deficiência pode levar a doenças metabólicas como obesidade, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares. O presente trabalho teve como objetivo desenvolver um protocolo de investigação sobre consumo alimentar e exposição solar em escolares, com foco na identificação de fatores de risco relacionados à deficiência de vitamina D. A metodologia contemplou a elaboração de instrumentos de coleta de dados aplicados aos responsáveis, por meio do questionário digital de frequência alimentar de fonte de vitamina D (peixes, ovos, leite, iogurte e cogumelo), e aos escolares, por uma anamnese individual sobre exposição solar. Até o momento, foram obtidos dados de 35 escolares pela anamnese, dos quais apenas 37,1% (n=13) relataram prática de atividade física ao ar livre e 42,9% (n=15) afirmaram passar algum tempo ao ar livre, dentre esses, 53,3% (n=8) não souberam informar o horário e 23,6% (n=4) relataram exposição em períodos de baixa síntese cutânea de vitamina D. A análise preliminar do questionário de frequência alimentar dos escolares, respondido por 19 responsáveis, revelou que 52,1% (n=10) consomem os peixes ricos em vitamina D, e desses 90% (n=9) consomem de 1 a 2 vezes na semana, o que indica consumo insuficiente para otimização desses níveis séricos. Em relação aos ovos, 100% (n=19) marcaram consumo presente desse alimento, porém apenas 5% (n=1) apresenta consumo diário. Em relação ao leite, 84,2% (n=16) tem esse alimento presente na rotina, sendo apenas 31,3% (n=5) diariamente, e 77,8% (n=14) consomem iogurte, porém a frequência de consumo em 86,7% (n=12) é de 1 a 2 vezes por semana e nenhuma criança apresenta consumo diário desse alimento. Não foi relatado consumo de cogumelos (n=0). Esses resultados sugerem baixa ingestão alimentar de vitamina D e possível insuficiência na exposição solar, fatores que em conjunto aumentam o risco de deficiência do nutriente neste grupo. Nesse sentido, os resultados parciais do projeto indicam o potencial da proposta inicial, podendo se observar como as respostas dos responsáveis aos formulários de frequência alimentar e a aplicação de anamnese individual com os estudantes revelam uma oportunidade para análise de possíveis fatores de risco para deficiência de vitamina D desde a infância, contribuindo para prevenção de DCNT e suas consequências.

Bibliografia

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Palavras-chave

Vitamina D insuficiência escolares exposição solar
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