Orientador(es): ALEXANDRE PORTE
Área temática: NUTRIÇÃO
Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER
Bolsa: DISCENTE SEM BOLSA
Os miúdos suínos salgados (MSS), peixes salgados (PS) e peixes salgados secos (PSS) são amplamente consumidos em pratos como a feijoada e nas festas de Páscoa e Natal. O pré-preparo inadequado deles pode favorecer o consumo excessivo de sódio, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Este estudo teve como objetivo avaliar a conformidade do teor de sódio informado nos rótulos de MSS, PS e PSS com a Instrução Normativa (IN) N° 75/2020, além de verificar os valores preconizados e declarados pelos fabricantes das porções nesses produtos; presença de aditivos alimentares; condições de armazenamento nos pontos de venda; validade dos produtos; e presença de orientações de dessalga nas embalagens desses produtos. Foram analisados os rótulos de 29 MSS e de 11 PS e PSS pertencentes a 19 marcas distintas, distribuídos por 5 filiais, de 5 diferentes redes de supermercados localizados na Zona Sul do Município do Rio de Janeiro. A coleta de dados dos rótulos foi realizada por meio de registros fotográficos nos pontos de venda. Os dados foram organizados em 2 tabelas: uma destinada aos MSS e outra aos PS e PSS. Em cada uma foram registrados: produto, marca, supermercado onde o produto foi comercializado, prazo de validade, presença de selo de inspeção de origem animal, presença de aditivos alimentares, identificação de lupa, porção declarada no rótulo, tipo de embalagem utilizada e condição de armazenamento, conforme IN N° 92/2020 e IN N° 1/2019. Foram identificadas inconformidades nos MSS e PS, respectivamente: ausência da lupa indicativa (24% e 64%), omissão do teor de sódio na tabela nutricional (24% e 45%), variações nos prazos de validade (41,19% e 35,36%), ausência de orientações de dessalga (83% e 100%), condições de rotulagem e armazenamento precários (41,37% e 81,81%) quando fracionados pelos supermercados. Nos MSS também foi observado a presença de agentes de cura (72%) e ausência de informações sobre aditivos (28%). Não havia lupa indicativa “alto em sódio” na rotulagem nutricional frontal; ausência de padronização e clareza das informações nutricionais prestadas ao consumidor; dificuldade de rastreabilidade; comprometimento da segurança sanitária; e ausência de orientações de dessalga ao consumidor nas embalagens. Evidenciou-se, portanto, necessidade de fiscalização e de capacitação dos estabelecimentos para o cumprimento das normas sanitárias e de rotulagem vigentes, a fim de ofertar produtos seguros e informações claras e adequadas ao consumidor. Este estudo foi publicado na Revista Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde (ISSN 2178-695X / 1415-6938), classificada como B1 na área de Nutrição, pelo QUALIS CAPES mais recente, sob o título: Evaluation of Nutritional Labeling and Commercialization of Salted Pork Offal and Salted Fish in Supermarkets in the South Zone of Rio de Janeiro Municipality.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Instrução Normativa (IN) nº 75, de 8 de outubro de 2020. Estabelece os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nos alimentos embalados. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ed. 195, p. 113-124, 2020.