ANÁLISE DE RELAÇÃO ENTRE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS E NUTRIENTES DE 2010 A 2021

ROBERTO SOARES MONTEIRIO

Apresentador(es): ROBERTO SOARES MONTEIRO

Orientador(es): BRUNO FRANCISCO TEIXEIRA SIMÕES


Área temática: MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA

Modalidade de apresentação: SESSÃO DE PÔSTER

Bolsa: IC/UNIRIO


Resumo

Introdução: Doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela perda progressiva de neurónios no SNC e SNP; evidências sugerem que padrões alimentares e ingestão de nutrientes influenciam processos relevantes ao sistema nervoso (manutenção de membranas, neurotransmissão, inflamação e estresse oxidativo), o que torna importante identificar associações dietéticas a nível populacional. Métodos: Estudo ecológico com dados secundários abertos (incidência GBD: 194 países; nutrientes FAOSTAT: 179 países; variáveis socioeconômicas: 194 países), período 2010–2021. Variáveis nutricionais foram padronizadas e submetidas à Análise de Componentes Principais (ACP), selecionando-se os dois primeiros componentes que explicaram 74% da variância. Os scores dos PCs foram correlacionados com as taxas de incidência de doenças neurodegenerativas por país usando correlação de Spearman. Processamento realizado em R 4.4.1. Resultados: A ACP identificou PC1 (principalmente fósforo, proteína e zinco) e PC2 (DHA, SFAs, MUFAs). PC1 foi interpretado como associado a mecanismos de estresse oxidativo e apresentou correlações moderadas e positivas com Alzheimer (ρ = 0,6638) e Parkinson (ρ = 0,6630), além de correlações moderadas com Doença do Neurónio Motor (ρ = 0,6256), Cefaleia Tensional (ρ = 0,5959) e Esclerose Múltipla (ρ = 0,5289). PC2 mostrou coeficientes desprezíveis ou fracos (por ex.: Alzheimer ρ = -0,0704; Parkinson ρ = -0,1169), sugerindo ausência de associação linear clara. Conclusão: Em nível ecológico e entre 2010–2021, um padrão dietético representado por fósforo, proteína e zinco (PC1) correlacionou-se com maior incidência de diversas doenças neurodegenerativas, hipótese compatível com aumento do estresse oxidativo. Entretanto, devido ao desenho ecológico, potenciais vieses de registro, heterogeneidade entre países e ausência de controle individual de fatores de confusão, são necessárias análises ajustadas, desenhos longitudinais e estudos individuais para investigar causalidade.

Bibliografia

De Falco, A.; Cukierman, D. S.; Hauser-Davis, R. A.; Rey, N. A. Alzheimer’s disease: etiological hypotheses and treatment perspectives. Química Nova, v. 38, n. 2, p. 258–266, 2015. DOI: 10.5935/0100-4042.20150152. PILLAI, R.; UYEHARA-LOCK, J. H.; BELLINGER, F. P. Selenium and selenoprotein function in brain disorders. **IUBMB Life**, v. 66, n. 4, p. 229-239, abr. 2014.

Palavras-chave

doenças neurodegenerativas estresse oxidativo nutrição estatística
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