DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MICROEMULSÕES PARA CARREAMENTO DE FÁRMACOS VISANDO APLICAÇÃO TÓPICA

MARIA ANTÔNIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE, JOÃO VITOR VICENTE DA SILVA, BEATRIZ FERREIRA DE CARVALHO PATRÍCIO

Apresentador(es): MARIA ANTÔNIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE

Orientador(es): JOÃO VITOR VICENTE DA SILVA, BEATRIZ FERREIRA DE CARVALHO PATRÍCIO


Área temática: BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR

Modalidade de apresentação: SESSÃO ORAL

Bolsa: PIBIC


Resumo

As microemulsões (MEs) são sistemas nanoestruturados capazes de aumentar a solubilidade, estabilidade e biodisponibilidade de fármacos, além de permitirem aplicações tópicas e transdérmicas com maior segurança. A anfotericina B (AmB), embora eficaz contra infecções fúngicas, possui limitações relacionadas à baixa solubilidade e alta toxicidade. Nesse contexto, o desenvolvimento de ME com óleos vegetais surge como alternativa promissora, oferecendo potencial para formulações mais estáveis, seguras e de melhor desempenho terapêutico. O objetivo do estudo foi desenvolver uma ME contendo óleo de semente de uva (OSU) utilizando o diagrama pseudoternário de fases (DFPT). Visando explorar o potencial de óleos vegetais, a solubilidade da AmB foi avaliada no OSU, utilizando espectrofotometria UV-Vis e curva de calibração previamente estabelecida pelo grupo. Frente ao resultados, foram elaborados DFPT com diferentes proporções de tensoativos e cotensoativos para seleção das formulações mais adequadas. Foram utilizados como tensoativos o Span 80 (tensoativo lipofílico) em associação com um tensoativo hidrofílico (Tween 80 ou Kolliphor RH40) e propilenoglicol como cotensoativo. A proporção de tensoativo:cotensoativo foi de 7:3. A mistura de tensoativas foi adicionada de OSU em proporções de 9:1 a 1:9 com titulação da fase aquosa (5% m/V). O diagrama feito com o RH40 apresentou bons resultados, especialmente nas linhas de proporção 2:8 e 1:9, tendo sido as escolhidas para continuação do projeto. O diagrama obtido a partir do tensoativo Tween 80 não apresentou resultados satisfatórios, tendo sido descartado para prosseguimento. Como próximas etapas do trabalho, os melhores pontos do DFPT serão selecionados para avaliar a viabilidade de incorporação de AmB no sistema.

Bibliografia

LAWRENCE, M. Jayne; REES, Gareth D. Microemulsion-based media as novel drug delivery systems. Advanced drug delivery reviews, v. 45, n. 1, p. 89-121,2000 CAVASSIN, F. B. et al. Sixty years of Amphotericin B: An Overview of the Main Antifungal Agent Used to Treat Invasive Fungal Infections. Infectious Diseases and Therapy, v. 10, n. 1, p. 115–147, 1 fev. 2021. TORRADO, J. J. et al. Amphotericin B formulations and drug targeting journal of pharmaceutical sciences, v. 97, n. 7, p. 2405-2425, 2008.

Palavras-chave

Anfotericina B; óleo de semente de uva; microemulsão
Baixar Material Suplementar (PDF)
Voltar